| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Psittaciformes |
| Família: | Psittacidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Arinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | A. glaucus |
A arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus) era uma arara encontrada na baixa bacia dos rios Paraná e Uruguai, na Argentina, Paraguai, Uruguai e sul do Brasil. Era parente da arara-azul e da arara-azul-de-lear. Também é conhecida pelos nomes de arara-azul-claro, arara-celeste, arara-preta, araraúna e araúna. É considerada extinta por muitos pesquisadores por não ser avistada na natureza há mais de 80 anos, sendo que não existem exemplares em cativeiro.
Seu nome científico significa: do (grego) anodön = sem dente, desdentado; e rhunkos = bico; e do (latim) glaucus, com origem no (grego) glaukos = azul acinzentado brilhante, azul acinzentado reluzente. ⇒ (Ave) azul acinzentada com bico desdentado.
A arara-azul-pequena media 70 centímetros de comprimento. A plumagem tinha uma coloração azul pálida e esverdeada, a cabeça era grande, de plumagem acinzentada, com um bico grande e uma cauda muito longa. A área nua na base da mandíbula possuía formato quase triangular e de tom amarelo-pálido. O anel perioftálmico era amarelo, mais pálido do que na região em torno da mandíbula, e o tarso e metatarso eram cinza escuro.
Não possuía subespécies.
Supõem-se que alimentava-se de frutos de palmeiras com frutos grandes, como o butiá-yataí (Butia yatai) e o butiá (Butia capitata), além de outras palmeiras que ocorrem em sua área de distribuição histórica, como o carandaí (Trithrinax brasiliensis) e o carandá (Copernicia alba). É provável que também se alimentava de frutos da estação.
Como não há relatos comprovados, supõe-se que construía ninhos em cavidades dos barrancos de rio, paredões rochosos ou cavidades arbóreas. Era vista aos pares, juntando-se a grupos para se alimentar nas palmeiras, onde os frutos verdes também lhe proporcionavam uma boa camuflagem.
A espécie encontrava-se historicamente distribuída pelo norte da Argentina, sul do Paraguai, nordeste do Uruguai e sul do Brasil, ao sul do estado do Paraná. Ela era endêmica dos cursos médios dos rios Uruguai, Paraná e Paraguai e áreas adjacentes. Os relatos feitos pelos exploradores no século XVIII e XIX indicam que a espécie habitava savanas arborizadas entremeadas com matas e palmares, como as palmeiras de butiá-jataí (Butia yatai), especialmente ao longo de rios com barrancos escarpados.
A espécie nunca foi muito comum na sua área de distribuição e as populações diminuíram consideravelmente durante a metade século XIX devido às caça e ao tráfico ilegal, assim como também pela destruição e degradação do habitat. Durante o século XX dois registros são aceitos, uma observação direta no Uruguai em 1951 e relatos locais no estado do Paraná no início da década de 1960. Embora geralmente considerada extinta, rumores persistentes de avistamentos recentes, relatos locais e rumores de aves comercializadas, na Holanda na década de 1970, no Brasil em meados de 1970 e na Suécia na década de 1980, indicam que a espécie possa ter sobrevivido. A espécie possui poucos registros de cativeiro, sendo que os últimos exemplares morreram no Zoológico de Londres em 1912, no Jardin d'Acclimatation, em Paris, em 1905 ou 1914, e no Zoológico de Buenos Aires em 1936.
PROVAVELMENTE EXTINTA (Vivia no sul do Brasil). O último registro teria sido um relato feito na década de 1960. O Ministério do Meio Ambiente considera como extinta desde 2003. Mas ainda há relatos dessas araras vivendo no Parque Nacional El Palmar na Argentina.